Amamentar e trabalhar, é possível?

Amamentar e trabalhar, é possível?
Amamentação

00Amamentar e trabalhar, é possível?

Para Cíntia Matieli, fundadora da Mommy’s Angel Consultora Materna, o fato da mulher estar trabalhando fora não deve impedi-la de viver o período da maternidade.

“Para a que essa parceria dê certo, ou seja, poder amamentar e trabalhar, o compromisso deve ser de todos os envolvidos direta e indiretamente na vida dessa mãe, isso quer dizer a família, a empresa onde ela trabalha e a escola”, explica.

Existem três fatores de risco que podem propiciar o desmame precoce, são eles: o trabalho formal e informal, a escola infantil (onde fica a criança enquanto a mãe trabalha) e a introdução de alimentação ou leite na mamadeira antes do tempo.

De acordo com levantamento do IBGE, 42,5% das mulheres brasileiras trabalham fora hoje e os bebês que mamam exclusivamente no peito chegam a 41%. Ainda no Brasil, a duração mediana de amamentação é de 11,2 meses.

O apoio ao vínculo entre mamãe e bebê

“É sabido que o fator Licença Maternidade faz com que as mães brasileiras amamentem por mais tempo. Mas devemos discutir amplamente sobre a importância do incentivo e apoio de outros setores da sociedade nesse processo, como as escolas, para que as mães continuem amamentando, mesmo depois que voltarem a trabalhar”, afirma Matieli.

Para que seja possível seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, de amamentar por 2 anos ou mais (sendo exclusivamente no peito nos 6 primeiros meses), é importante que após a licença-maternidade elas tenham o apoio dos empregadores. Uma forma de ajudar é disponibilizar salas de apoio à amamentação, a fim de prover um ambiente acolhedor e adequado à coleta e ao armazenamento do leite, para que ele seja oferecido posteriormente para a criança com segurança e qualidade.

Estudos já comprovaram que toda mãe que amamenta mantém o vínculo com seu bebê colaborando, e muito, com a saúde dele. “Muitas vezes, acreditamos que o amor entre mamãe e bebês nasce espontaneamente após o parto. Mas, não é bem assim, devemos ressaltar que essa relação deve ser construída. A amamentação, sendo assim, facilita o processo”, diz Matieli.

Para ter ideia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que a criança seja colocada no peito da mãe logo na primeira hora de vida. Além disso, o primeiro mês após o parto é crucial para que haja continuidade na amamentação.

Espaço para amamentar

A hora de amamentar é sagrada, por isso, é importante escolher um lugar onde a mãe se sinta confortável. A mãe tem que se sentir bem, segura e ter a noção de que o ato de amamentar é uma integração total dela com o bebê. “O que se vê muitas vezes são algumas situações em que os familiares começam a dar opiniões a respeito do aleitamento que podem acabar atrapalhando, mais do que ajudando”, destaca Matieli.

Interferências na amamentação

Bicos, chupetas e mamadeiras podem interferir no sucesso da amamentação exclusiva. Esses apetrechos, quando usados durante o primeiro mês de vida do bebê, causam o mesmo problema: estimulam o bebê a sugar de uma maneira diferente da que ele faz ao mamar no peito.

Ao mamar no seio, a criança abocanha a aréola, porém, quando utiliza a mamadeira, chupeta ou bico de silicone ele suga nos bicos desses objetos. “Então, quando a criança volta para o seio da mãe, tenta reproduzir a pega que fazia na mamadeira e outros bicos e não consegue, o que favorece o desmame precoce”, salienta Matieli.

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